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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Des-Regulamentação

Na Câmara, foi aprovado o projeto que flexibiliza a veiculação da Voz do Brasil. No Senado, aprovou-se o projeto que transfere o oligopólio da TV paga no Brasil , até agora sob domínio de grupos nacionais, para o controle do capital estrangeiro que domina as empresas de telecomunicações. Ambos com aplausos da esquerda!
Na semana passada, a luta pela regulamentação democrática da comunicação e por sua regulamentação, sofreu duas derrotas gravíssimas: na Câmara, o projeto que flexibiliza, sem fiscalização, portanto, desregulamenta, a veiculação da Voz do Brasil, foi aprovado sob monitoramento da ABERT, e , no Senado, aprovou-se o projeto 116 que transfere o oligopólio da TV paga no Brasil , até agora sob domínio de grupos nacionais, para o controle do capital estrangeiro que domina as empresas de telecomunicações. Ambos com aplausos da esquerda!.
No primeiro caso, o problema da veiculação do programa Voz do Brasil em horários inadequados para os estados amazônicos com fuso horário poderia ter sido perfeitamente resolvido com uma medida administrativa no âmbito da EBC. Uma portaria, uma orientação, que determinasse a gravação do programa para sua exibição às 19 horas, de acordo com o fuso horário local. Ou seja, não era necessário punir a esmagadora maioria do público ouvinte para atender uma necessidade do público minoritário amazônico, situação que poderia ter sido contornada sem a necessidade de lei que ameaça concretamente o futuro da Voz do Brasil.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Flexibilização da Voz do Brasil

O líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS), afirmou ser uma de suas prioridades a aprovação da proposta que amplia os horários de veiculação do programa A Voz do Brasil. O PL 595/03 será apreciado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados antes de ir a plenário. A proposta permite as emissoras transmitirem o programa entre 19h e 22h. Foi apresentada pela primeira vez em 2003, pela deputada Perpétua Almeida (PC do B/AC) e, desde então, passou por cinco comissões da Câmara e do Senado Federal. O texto prevê o início do programa entre 19h e 22h. As emissoras públicas, no entanto, continuam a veicular o programa às 19h. De acordo com um levantamento do Inter-meios, a audiência da rádio cai de 19,42% para 2,44% quando o programa é veiculado. Outro relatório de empresários do setor de radiodifusão aponta que a audiência deve aumentar oito pontos percentuais com a retransmissão do programa em outros horários que não o das 19h.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Abert.