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quinta-feira, 22 de março de 2012

Twitter, Facebook, e o fim de nossas vidas

Pois estadíssimos sulvinteumenses, leio que o meu, o seu, o nosso Twitter de cada dia completa hoje seis anos de crescimentos e sucessos, chegando aos 140 milhões de usuários no mundo todo. Todos lemos, faz pouco, que o lançamento das ações do Facebook poderia chegar aos 100 bilhões de dólares, tornando multimilionário o sortudo do artista que decorou os escritórios da empresa quando ela era novinha e só podia pagar em sonhos, não em dinheiro. Esse é o admirável mundo novo em que fomos jogados, querendo ou não, estimados leitores.
Na semana passada eu contei a vocês que fui ao interior de São Paulo para a turnê mundial do concurso de beleza literária que o Carpinejar e eu inventamos. Viajamos por mais de 1300 quilômetros de canavial e laranjal, quatro dias na estrada, levando literatura de qualidade a todos os sedentos por ela. Uma missão salvadora, praticamente.
Em um momento, olhando para nós, os missionários, vi o Carpinejar e a Lorena Martins grudados nos seus notebooks, com chips de conexão 3G trabalhando como se estivessem em casa ou no escritório, e não em um carro viajando entre Marília e Araçatuba. Já eu, muito mais profundo, via uma comédia americana no meu celular, em alta definição e com legendas em português que eu adicionei ao vídeo, e o celular conseguiu sincronizar com o filme.
Que tempos, estimados leitores, que tempos.
O Carpinejar disse que segue sendo viciado em jornais de papel, aqueles que jogam na porta da gente e algum vizinho sempre aproveita antes que a gente acorde. Lorena não consegue começar o dia sem o café e uma Folha de SP, Ilustrada, claro. Já eu, menos comprometido com o século 20, assino jornais que depois não abro. Por que ler algo que já lemos ontem, eu me pergunto?
E então vem o infernal Twitter pra radicalizar ainda mais a coisa toda. Por que o Twitter corta ainda mais os caminhos entre nós e a informação, bagunçando ainda mais o que já bagunçado está – a nossa cabecinha analógico-digital, perdida entre dois séculos, entre páginas e a ausência delas. Pobres de nós.
O Twitter é uma dessas coisas que desatam nós e criam outros. Elas são ao mesmo tempo problema e solução, numa dualidade parecida com a do elétron e sua dificuldade em escolher se se trata de uma partícula ou de uma onda, algo que não faz nenhum sentido no mundo dos elétrons, aparentemente.
Nesse mês eu vou ver a primeira exibição para um seleto e reduzido público do filme que fizeram com um livro meu, Insônia. Insônia, pra quem não sabe, é um livro apoiado na internet. Quem o lê hoje acha tudo normal, mas quando escrevi o livro, a internet tinha apenas dois meses de idade no Brasil, nos tempos de antanho de 1996. Aquilo que hoje parece tão óbvio a quem lê o livro, simplesmente ainda não existia ou não era conhecido quando criei a história. Literatura também especula com o futuro, caros leitores, com resultados talvez um teco melhores do que os da astrologia e outras ciências inexistentes.
Para mim, o que quer que a internet viesse ainda a ser, naquele distante ano, estava na cara que o futuro seria do balacobaco, que nada seria como antes, que tudo que era sólido viraria pó, como aconteceu com a indústria do disco, com as vídeolocadoras, as cartas postais, com as revistas e jornais, como começa a acontecer com o cinema e a tevê. A internet veio, para de um jeito ou de outro, sacudir com tudo.
Nesse exato instante em que falamos e em que o Twitter chega à maioridade com seus seis anos, alguém, em algum lugar, está inventando um dos muitos aplicativos que vai surgir para reorganizar uma ordem criada há tão pouco. Mal criamos um hábito e já surge o seu destruidor, nesse tempo de coisas passageiras.
Em dois anos eu fui de um desinteressado a um tuitedependente, e é lá que eu busco grande parte das informações que eu utilizo no meu dia a dia, ou que eu uso para me orientar em relação a temas do presente mais absurdamente presente. O Twitter é, na verdade, a reinvenção da bússola.
Lembrem que aquela revolução espanhola de poucos anos atrás, quando o governo de direita tentou colocar a explosão dos trens em Madri na conta do ETA, a revolução que virou a eleição na véspera, foi feita com mensagens de celular, algo relativamente convencional no mundo mutante da internet. Nesse ano passado, a Primavera Árabe foi viabilizada pelas redes sociais, pelos smartphones que passaram a comandar a conquista de corações e mentes no mundo inteiro, para o que se passou no Irã, para o que aconteceu finalmente na Tunísia, no Egito, na Líbia, no que agora tenta acontecer na Síria.
O admirável mundo novo, nesse momento, é comandado por telinhas, estimados leitores. É nelas que vemos o que acontece, o que vai acontecer. Nosso mundo aumentou enormemente, e agora cabe em telinhas. Esse é o nosso paradoxo, de vivermos em um enorme universo de 140 caracteres e telas de 4 polegadas. Minimizamos espaços, maximizamos compartilhamentos. E assim vamos, virar o que estamos virando, o que quer que isso seja, ao ritmo de bits e bytes, amém. Boa sorte para todos nós, é o que eu nos desejo.


22/03/2012 |
Escritor Marcelo Carneiro da Cunha*
Sul 21

sábado, 17 de setembro de 2011

Twitter, Facebook e o povo na rua: a novidade é suficiente?

Um novo fenômeno social está se consolidando em diversas partes do mundo: a convocação de mobilizações e protestos sociais a partir do uso de redes sociais da internet. Em alguns países, essas manifestações levaram a conseqüências políticas mais sérias, em outros não. Mas, ninguém pode negar que estamos presenciando um novo tipo de fenômeno social.
No último dia 7 de setembro, por ex., os noticiários brasileiros deram destaques a diversas manifestações contra a corrupção no Brasil. Sem entrar em discussão aqui sobre o problema da corrupção no Brasil –que não é só culpa ou responsabilidade dos políticos, pois há corruptores da área privada– ou da democracia nos países árabes, eu quero focar a atenção sobre esta novidade de manifestações sociais mais ou menos espontâneas através do uso de redes sociais.
Uma das características desses movimentos é que não há um líder carismático ou político visível, nem um partido ou um grupo político dirigindo por detrás dessas manifestações. As redes sociais, como facebook ou twitter, permitem que insatisfações sociais dispersas se articulem de uma forma mais ou menos "espontânea”, como um vírus que se espalha e se multiplica aproveitando dessa insatisfação.
Diante dessa realidade social nova, há muitos que proclamam que a era da política ou das articulações políticas já passou e que vivemos agora o tempo das mobilizações sociais que prescindiriam do campo político para gerar transformações sociais ou para criar uma sociedade alternativa. No fundo, a nova tecnologia possibilitaria o sonho antigo de uma sociedade sem política, isto é uma sociedade sem Estado: uma sociedade anarquista. Continue lendo.

Fonte: Adital

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Web Analytics no Twitter

O Twitter apresentou ontem seu Web Analytics, ferramenta para análise de tráfego proveniente do microblog. Entre outros, o serviço permite analisar quanto de tráfego uma conta gerou, o número de cliques recebidos em cada mensagem, estatísticas do botão Tweet etc. O projeto do Analytics do Twitter avançou depois da compra da BackType, empresa que já vinha trabalhando na solução, em julho deste ano. O Analytics do Twitter será disponibilizado para alguns usuários durante esta semana e para o restante da comunidade ao longo das próximas. Em breve, o Twitter também deve disponibilizar uma API para os desenvolvedores interessados.
Novidades podem ser acompanhadas no blog https://dev.twitter.com/blog.

Fonte: Info Online

domingo, 21 de agosto de 2011

Pesquisa aponta 'fadiga de redes sociais' em usuários

Uma pesquisa realizada por uma consultoria especializada em tecnologia da informação identificou que, apesar de estar em crescimento, há 'sinais de fadiga' no uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, entre segmentos de usuários em diversos países. A pesquisa da consultoria Gartner ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes, incluindo no Brasil. Do total, 37% dos respondentes disseram ter aumentado o uso de redes sociais, principalmente entre os mais jovens. Por outro lado, 24% disseram que estão usando as redes sociais menos do que no início.
O fato de 31% do grupo na categoria 'aspirantes' (mais jovens, que circulam por vários ambientes e com uma percepção mais aguçada sobre as marcas) indicarem que estão cansados de redes sociais é algo que os provedores dessas redes devem monitorar, porque eles precisarão inovar e variar para manter a atenção do consumidor. Os conteúdos de marca precisam ser inovadores e capazes de capturar a atenção das pessoas imediatamente. A nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita criatividade para criar impacto significativo.
Para os entrevistados, a exposição da privacidade é a razão mais forte para desistir de usar as redes sociais. Em seguida, vem a superficialidade dos comentários postados por outros usuários. Em seguida, a questão da privacidade volta, com os usuários dizendo que usam menos as redes sociais porque não querem que os seus contatos saibam demais sobre a sua vida. Na outra ponta do 'espectro do entusiasmo', as diferenças etárias são muito menos marcadas, com uma proporção consistente de pessoas dizendo que estão usando menos as redes sociais.
Brasil
A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, onde o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook. O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de respondentes não exibiu essa tendência forte de uso. O uso foi médio, centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso de Internet Messenger e sites de chat entre os usuários com até 40 anos.
Entre os usuários brasileiros, a pesquisa notou um nível maior de preocupação com a privacidade que outros países. Entre os entrevistados brasileiros, 46% se disseram preocupados com o tema, ante uma média geral de 33% de usuários.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mais números das rdes sociais

O Facebook, rede social online criada por Mark Zuckerberg, teve um crescimento de mais de 100% no Brasil nos últimos seis meses e já é o líder entre os sites de rede social em 119 países do mundo, segundo serviços de monitoramento de tráfego. Um mapeamento do tráfego de sites de rede social feito pelo designer gráfico e especialista em mídias sociais italiano Vicenzo Cosenza, que analisou 134 países em todo o mundo entre 2009 e 2011, mostra que o site americano ganhou terreno nos últimos meses e caminha para a hegemonia global.
Nos últimos dois anos, além de dobrar o número de usuários no Brasil e ameaçar o último reduto do Orkut, o Facebook alcançou a liderança em 38 novos países. Atualmente, uma em cada nove pessoas utiliza o serviço no mundo.
De acordo com o Social Bakers, serviço de estatísticas do Facebook, o número de usuários brasileiros do serviço cresceu 133% nos últimos seis meses. Com 21 milhões de usuários, o Brasil se tornou o nono país do mundo e o primeiro país da América do Sul em presença no site, que já tem cerca de 750 milhões de usuários no mundo. Na América Latina, a rede social online já é líder em pelo menos 19 países.

Presença do Brasil
A adesão dos brasileiros ao Facebook é confirmada pela empresa de pesquisa de dados americana ComScore. Entre maio de 2010 e maio de 2011, o número de visitantes do site cresceu 172% no Brasil, contra somente 20% do Orkut.
A visualização de páginas do Facebook também cresceu 615% em um ano, enquanto no Orkut, elas caíram 9%. De acordo com o serviço de monitoramento de tráfego na internet Alexa, uma das fontes utilizadas por Vicenzo Cosenza em sua análise, o Facebook já é o terceiro site mais visitado no Brasil. O Orkut estaria em sétimo lugar.
No entanto, o serviço Google Trends e a comScore ainda registram o Orkut à frente do Facebook em visitas e pageviews no país.
Atualmente, segundo o Alexa, o Facebook é o site mais visitado em 15 países, que incluem México, Argentina, Peru, Chile Egito e Grécia. Nos Estados Unidos e na maior parte da Europa, ele fica em 2º lugar, atrás do Google.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Perfil dos internautas brasileiros


Nos últimos anos o número de aquisições de computadores nos lares do País aumentou consideravelmente. Porém, em 2010 esse número caiu, informa a pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Em contrapartida, o uso da rede vem aumentando no decorrer dos anos. Segundo o estudo, a cada 20 casas, sete possuem computador e em torno de cinco residências têm acesso à internet. Desses que tem acesso, 68% utiliza banda larga, 13% usa internet discada e 10% se conecta por banda larga móvel, como o 3G.
O levantamento da CGI também detalhou o motivo pelo qual os brasileiros usam a web. Segundo a pesquisa, 94% das pessoas se conectam a internet para se comunicar com outros usuários; 87% a utilizam para buscar informação e lazer e outros 66% para atividades relacionadas à educação. Apenas 17% dos internautas utilizam a rede para a realização de serviços financeiros.
Algo, entretanto, é unânime sobre o uso da internet no Brasil: a presença nas redes sociais. A região nordeste é a menos conectada, mas é a que tem maior percentual nas redes, chegando a 75%; seguida pela região sul e centro-oeste, empatados em 70%. O norte e o sudeste do País ficaram com os menores índices, 68 e 67%, respectivamente. Com relação ao modo com que os brasileiros usam o Twitter, a pesquisa apurou que 30% dos que ‘tweetam’ pertencem à classe A. 19% dos internautas que participaram do estudo possuem ensino superior.

No Twitter, 200 milhões de mensagens por dia

O Twitter anunciou, em seu blog oficial, que são postados cerca de 200 milhões de tweets por dia. Há um ano, eram enviadas, diariamente, cerca de 65 milhões de mensagens.
O conteúdo enviado a cada dia corresponde a um livro de 10 milhões de páginas, ou seja, o equivalente a 163 cópias de 'Guerra e Paz', de Leon Tolstoy. Empilhadas, atingiriam 1470 pés, comprimento do Taiwan Taipei 101, o segundo edifício mais alto do mundo. O tempo gato para ler tudo isso seria 31 anos. A rede social também fornece uma lista dos Trending Topics do primeiro semestre de 2011, divididos em eventos mundiais e cultura pop.


Eventos mundiais / Notícias
AH1N1 - Gripe SuínaMubarak - ex-presidente egípcioPáscoa - Christian fériasCairo - capital do Egito# Prayforjapan - o sentimento após o terremoto de Março e tsunamiChernobyl - local do desastre nuclear em 1986Libia / Líbia - local de uma guerra civil em cursoFukushima - usina nuclear japonesaWilliam e Kate - Recém-nomeado holandeses e Duquesa de CambridgeGaddafi - líder político da Líbia


Cultura pop
Rebecca Black - cantora popFemme Fatale - recém-lançado álbum de Britney SpearsCharlie Sheen - ator# Tigerblood - hashtag popularizada por Charlie SheenNate Dogg - rapperAnderson Silva – lutador brasileiroTom & Jerry – desenho animadoMumford & Sons - banda de rock britânicaBieber alerta - referindo-se a artista Justin BieberRainha Gaga - referindo-se a artista Lady Gaga


Fonte: AdNews

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vendas e twitter

Mais do que um espaço de entretenimento, as redes sociais ganham relevância na decisão de compra dos consumidores, segundo pesquisa realizada pela Oh! Panel em seis países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru).
Do total de 1.258 entrevistados, 71,4% afirmaram ter encontrado comentários e recomendações de marcas, produtos e serviços que gostariam de adquirir. As opiniões mais confiáveis, para 79%, são as postadas por amigos e conhecidos, que certamente influenciam sua decisão de compra. Já 72,8% admitem confiar mais na recomendação dos colegas do que no parecer de especialistas.
O estudo, encomendado pelo MercadoLivre, indica que 58,9% dos entrevistados buscam informações sobre produtos e serviços em mídias como Facebook, Orkut e Twitter antes de efetuar sua compra. Este número é ainda mais expressivo entre os brasileiros, superando 61,4% - o maior índice entre todos os países que participaram do levantamento.
Fãs das marcas As redes sociais também representam uma oportunidade para as empresas criarem um vínculo de fidelização com o seu público. De cada 10 entrevistados, 4 disseram serem seguidores de alguma marca. Na maior parte dos casos, este interesse é motivado pela vontade de conhecer novos produtos e serviços (78,6%) ou encontrar ofertas (74,7%). Entre os brasileiros, o fanatismo por marcas é ainda maior: 81% dos usuários estão sempre de olho em novos produtos e serviços e 75,6% em produtos com descontos especiais.
O Brasil lidera entre os usuários que utilizam as redes sociais para adquirir produtos e serviços: 56%, enquanto a média dos seis países fica em 49,4%. No entanto, a grande maioria dos entrevistados (86,2%) continua utilizando prioritariamente estes canais para fazer contato com os amigos. Ou seja, a rede social mantém seu papel de relacionamento interpessoal no espaço virtual e o que se verifica é uma diversificação nas atividades e funções, que passam a agregar comércio eletrônico, informação e interação com empresas e marcas, afirma Helisson Lemos, diretor-geral do MercadoLivre no Brasil.



Fonte: Convergência Digital/FNDC