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terça-feira, 27 de março de 2012

Maior parte do mundo está interconectada por e-mail e rede social

A maior parte do mundo está interconectada graças aos recursos de e-mail e de redes sociais como o Facebook e Twitter, de acordo com uma nova pesquisa divulgada na terça-feira.
E-mails são enviados e recebidos por 85 por cento das pessoas que estão conectadas à Internet, e 62 por cento delas se comunicam por sites de redes sociais, especialmente na Indonésia, Argentina e Rússia, que apresentam as maiores porcentagens de usuários.
Mais de 80 por cento dos indonésios e 75 por cento dos argentinos, russos e sul-africanos visitam sites de mídia social, de acordo com a nova pesquisa Ipsos/Reuters.
Ainda que o Facebook e outros sites populares de redes sociais, blogs e fóruns de discussão tenham sido criados nos Estados Unidos, a porcentagem de usuários no país era menor, com 6 a cada 10 usuários, e no Japão ela caiu a 35 por cento, a menor entre os 24 países pesquisados.
"Mesmo que o número nos EUA seja de 61 por cento, a maioria dos norte-americanos usa sites de redes sociais", disse Keren Gottfried, gerente de pesquisa na Ipsos Global Public Affairs.
O fato de que mais de seis em cada 10 pessoas do planeta usem redes sociais e fóruns, acrescentou, sugere uma transformação na maneira pela qual as pessoas se comunicam.
"É uma verdadeira interconexão e contato com os outros. Não se trata apenas de enviar e receber mensagens, mas de construir mensagens em diversas comunidades, e apenas as mensagens significativas se firmam", ela explicou.
"Parece que a maioria do planeta está se comunicando dessa maneira", disse, acrescentando que os números eram superiores à metade da população em quase todos os países pesquisados.
A Ipsos entrevistou 19.216 adultos em todo o mundo, na pesquisa online.
A Hungria lidera no uso de e-mail, com 94 por cento, seguida por Suécia, Bélgica, Indonésia, Argentina e Polônia. O uso mais baixo de e-mail ocorre na Arábia Saudita, com 46 por cento.
A pesquisa envolveu entrevistas com pessoas da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido Rússia, Suécia e Turquia.

Por Patricia Reaney
Reuters Brasil

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jornais e redes sociais

Os principais jornais do país já usam as redes sociais - Facebook, Twitter e YouTube - como ferramentas para acompanhar notícias, buscar personagens e fontes e checar boatos. Mas a maior parte ainda não tem uma política para para disciplinar o uso dessas redes pelos jornalistas.
A conclusão é de pesquisa feita pelo Grupo RBS e divulgada no seminário de comunicação digital "Os Desafios Éticos e Legais das Empresas Jornalísticas", realizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em São Paulo. O evento reuniu representantes de O GLOBO, Grupo O Estado de S.Paulo, Grupo Folha, Grupo RBS, Gazeta (do Espírito Santo) e Gazeta do Povo (do Paraná). Leia mais.

domingo, 25 de setembro de 2011

Redes sociais têm poder sobre conteúdo publicado pelo usuário

Sabe aquela foto do seu cachorro que fez sucesso entre os amigos no Facebook? E se ela fosse usada em uma propaganda, sem que você fosse consultado nem recebesse nada por isso? Pode? Em teoria, sim. E, se você achava que não, é porque nunca deu atenção aos termos de uso e às políticas de privacidade da rede social.
Tal regra não é exclusividade do Facebook. Quem tem conta no Twitter, no Google+ ou no Orkut permite, ao clicar "li" e "aceito" no cadastro, que esses serviços usem, quase sem restrições, as informações pessoais ali publicadas --até para integrar anúncios. Apesar de prevista nas letras miúdas do regulamento dos quatro sites, essa política não torna nenhum deles
responsável pelo conteúdo publicado por usuários, como ficou claro em decisão do Superior Tribunal de Justiça.
Na semana passada, a corte isentou o Google de indenizar um usuário que teve um perfil falso criado no Orkut. Decidiu-se que os sites não são obrigados a fiscalizar previamente o conteúdo.
"O provedor só é responsável, se, depois de notificado, não tomar nenhuma atitude", diz Victor Haikal, especialista em direito digital do escritório PPP Advogados.
Os contratos têm outros pontos controversos, como a liberdade que as redes têm de alterar as regras a qualquer momento, sem notificar os usuários, e alguns insólitos, como a restrição (legalmente nula no Brasil) de uso do Facebook por quem já cumpriu pena por crime sexual.
Quem possui contas nessas quatro redes sociais supostamente leu mais de 160 mil caracteres de regras. É mais do que Gabriel García Márquez precisou para, em 1981, contar a "Crônica de uma Morte Anunciada".

Fonte: Leonardo Luís e Lucas Sampaio - Folha de S. Paulo

As marcas de maior participação nas redes sociais

O Facebook é a rede social que tem mais representatividade no Brasil quando o assunto é publicidade. De acordo com o indicador Index Social, lançado pela Espalhe no Social Media Week SP, 68% das marcas estão na plataforma com as chamadas Fan Pages. Os dados apontam que em abril deste ano 177 empresas se conectavam com 7,9 milhões de pessoas. Nesta época, o Twitter tinha 54% da participação, enquanto o Facebook possuía 45%.
Agora, em setembro, já são 309 conectadas. O Facebook passou a ter uma representação de 68% e o Twitter caiu para 31%. O YouTube se manteve com 1%.
Em cinco meses, o crescimento total foi de 182%. Neste período, o Facebook saltou 311%, o Twitter 68% e o YouTube 84%. As marcas, segundo a ferramenta, estão conectadas a 22,2 milhões de pessoas.
Foi constatado ainda que menos de 20% das marcas no país, cerca de 60, são responsáveis por concentrar 80% de toda a audiência. E este número em abril era menor, apenas 30. Os setores de alimentação, e-commerce, bebidas, veículos e higiene/limpeza são responsáveis por 58% delas. As marcas que têm mais consumidores em média em seus canais proprietários são as de telecomunicações e aviação. Telecom está disparado em primeiro lugar; vale lembrar que Ronaldo contribui para a causa. A conta do Twitter do ex-jogador é patrocinada pela Claro (@ClaroRonaldo).
Desde abril, bebidas, produtos de uso pessoal, higiene e limpeza foram os que mais cresceram no Index. E para provar que o número não é necessariamente sinônimo de sucesso. De acordo com o indicador, quanto menor a audiência, maior a média de engajamento, com exceção do Guaraná, Smirnoff e Brahma Futebol RJ. Para verificar o engajamento, são medidos os “curtir” e comentários no Facebook, além das menções e RTs no Twitter.
Em agosto, as 22 milhões de pessoas que acompanham as 309 marcas se engajaram 3,1 milhões de vezes. O Index Social tem no sistema as 309 marcas mais representativas. Pouco mais da metade, 164, marcam presença nos 3 canais.

Fonte: Ana Carolina Lima - Exame

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Não existem 'novas mídias' no Brasil

Por Luiz Carlos Azenha

Quando eu era criança, em Bauru, existia uma figura quase mítica chamada coronel Amazonas.
Eu digo mítica porque não consigo encontrar hoje em dia informação sobre este personagem, que com certeza foi importante para implantar a primeira rede de televisão de alcance nacional no Brasil, se de fato ele fez o que era atribuído a ele.
O coronel Amazonas era o homem das torres.
Naquele tempo não existia satélite e as imagens de TV eram distribuídas a partir de torres que ficavam na parte alta das cidades.
Era o tempo do regime militar e uma das poucas coisas que as pessoas reinvindicavam, então, era um sinal de TV sem chuvisco.
Teve muito vereador e prefeito do interior que se elegeu graças ao bom sinal de TV que “trazia” para a cidade.
O mítico personagem de minha infância, o coronel Amazonas, era quem cuidava da expansão da Rede Globo.
Pelo que contavam, ele chegava na Prefeitura, pedia um terreno na parte alta da cidade, ganhava o terreno público, instalava os equipamentos e o sinal da Globo chegava sem chuviscos.
A Globo tinha uma relação simbiótica com o regime e facilidade para importar equipamentos.
Era uma vantagem enorme em relação aos concorrentes, já que ninguém queria ver TV com chuviscos.
O sinal da Globo era limpinho. O das outras emissoras, quando chegava, era irregular.
Estou falando do tempo em que a TV tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.
Do tempo em que a doutrina de segurança nacional tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.
Do tempo em que parte da esquerda brasileira queria importar o foquismo, de Cuba.
O foquismo dizia que para fazer a revolução você precisava criar um foco numa área geográfica e, a partir daí, expandir o bolo.
A esquerda queria expandir o bolo para fazer a revolução.
A direita dizia que era preciso primeiro crescer o bolo, para só depois dividir.
O foquismo não foi para frente no Brasil, mas lutar contra ele foi a justificativa para que o regime militar e a Rede Globo fossem para a frente.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Redes sociais são redes políticas


Achei importante registrar este texto: Redes sociais são redes políticas. Foi escrito por Alberto Perdigão, jornalista, mestre em Políticas Públicas e Sociedade. Começa assim:

“Fiquei estupefato ao ouvir de um político, não faz muito tempo, a seguinte afirmação: Não gosto de Twitter, Facebook, e acho até um charme quem não usa essas redes sociais. A minha admiração não estava no gosto exótico pela estética de quem abdica de trocar informações rápidas ou de se relacionar de forma não presencial, afinal isso é algo pessoal e eu sequer entendo do que seria, talvez, uma antimoda.

O que mais me embasbacou no caso foi o fato de que aquela impressão vir de um político com mandato, que não era de muita idade ou de uma cidade isolada do interior, que não era de pouca escolaridade ou de baixo poder de compra e, ao contrário do que poderia parecer, que até já convivia com computador conectado à internet, há pelo menos dez anos.

E deixou-me admirado também o fato de aquele ator político, no exercício de um cargo público, repito, não perceber que usar as redes sociais, mais que uma obrigação legal ou moral de publicização institucional, pode ser uma oportunidade de praticar a comunicação pública e de usufruir das conexões e dos diálogos da novíssima esfera pública chamada blogosfera.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pesquisa aponta 'fadiga de redes sociais' em usuários

Uma pesquisa realizada por uma consultoria especializada em tecnologia da informação identificou que, apesar de estar em crescimento, há 'sinais de fadiga' no uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, entre segmentos de usuários em diversos países. A pesquisa da consultoria Gartner ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes, incluindo no Brasil. Do total, 37% dos respondentes disseram ter aumentado o uso de redes sociais, principalmente entre os mais jovens. Por outro lado, 24% disseram que estão usando as redes sociais menos do que no início.
O fato de 31% do grupo na categoria 'aspirantes' (mais jovens, que circulam por vários ambientes e com uma percepção mais aguçada sobre as marcas) indicarem que estão cansados de redes sociais é algo que os provedores dessas redes devem monitorar, porque eles precisarão inovar e variar para manter a atenção do consumidor. Os conteúdos de marca precisam ser inovadores e capazes de capturar a atenção das pessoas imediatamente. A nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita criatividade para criar impacto significativo.
Para os entrevistados, a exposição da privacidade é a razão mais forte para desistir de usar as redes sociais. Em seguida, vem a superficialidade dos comentários postados por outros usuários. Em seguida, a questão da privacidade volta, com os usuários dizendo que usam menos as redes sociais porque não querem que os seus contatos saibam demais sobre a sua vida. Na outra ponta do 'espectro do entusiasmo', as diferenças etárias são muito menos marcadas, com uma proporção consistente de pessoas dizendo que estão usando menos as redes sociais.
Brasil
A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, onde o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook. O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de respondentes não exibiu essa tendência forte de uso. O uso foi médio, centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso de Internet Messenger e sites de chat entre os usuários com até 40 anos.
Entre os usuários brasileiros, a pesquisa notou um nível maior de preocupação com a privacidade que outros países. Entre os entrevistados brasileiros, 46% se disseram preocupados com o tema, ante uma média geral de 33% de usuários.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mais números das rdes sociais

O Facebook, rede social online criada por Mark Zuckerberg, teve um crescimento de mais de 100% no Brasil nos últimos seis meses e já é o líder entre os sites de rede social em 119 países do mundo, segundo serviços de monitoramento de tráfego. Um mapeamento do tráfego de sites de rede social feito pelo designer gráfico e especialista em mídias sociais italiano Vicenzo Cosenza, que analisou 134 países em todo o mundo entre 2009 e 2011, mostra que o site americano ganhou terreno nos últimos meses e caminha para a hegemonia global.
Nos últimos dois anos, além de dobrar o número de usuários no Brasil e ameaçar o último reduto do Orkut, o Facebook alcançou a liderança em 38 novos países. Atualmente, uma em cada nove pessoas utiliza o serviço no mundo.
De acordo com o Social Bakers, serviço de estatísticas do Facebook, o número de usuários brasileiros do serviço cresceu 133% nos últimos seis meses. Com 21 milhões de usuários, o Brasil se tornou o nono país do mundo e o primeiro país da América do Sul em presença no site, que já tem cerca de 750 milhões de usuários no mundo. Na América Latina, a rede social online já é líder em pelo menos 19 países.

Presença do Brasil
A adesão dos brasileiros ao Facebook é confirmada pela empresa de pesquisa de dados americana ComScore. Entre maio de 2010 e maio de 2011, o número de visitantes do site cresceu 172% no Brasil, contra somente 20% do Orkut.
A visualização de páginas do Facebook também cresceu 615% em um ano, enquanto no Orkut, elas caíram 9%. De acordo com o serviço de monitoramento de tráfego na internet Alexa, uma das fontes utilizadas por Vicenzo Cosenza em sua análise, o Facebook já é o terceiro site mais visitado no Brasil. O Orkut estaria em sétimo lugar.
No entanto, o serviço Google Trends e a comScore ainda registram o Orkut à frente do Facebook em visitas e pageviews no país.
Atualmente, segundo o Alexa, o Facebook é o site mais visitado em 15 países, que incluem México, Argentina, Peru, Chile Egito e Grécia. Nos Estados Unidos e na maior parte da Europa, ele fica em 2º lugar, atrás do Google.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O jovem e as redes sociais

Revelar como jovens de 15 a 24 anos estão conectados e quais são as relações deles com as mídias sociais. Esse foi o objetivo da sondagem “Redes Sociais”, no ar no site NJovem (www.njovem.com.br). Os dados foram levantados a partir de uma pesquisa realizada por meio dos sites das quatro marcas do Núcleo Jovem Abril: CAPRICHO, GUIA DO ESTUDANTE, MUNDO ESTRANHO e SUPERINTERESSANTE. Os resultados mostram as tendências, o comportamento e os hábitos dos jovens brasileiros quando o assunto são redes sociais:
• Publicidade em promoções e jogos são mais bem vistas dentro das redes sociais do que inserções em mídias tradicionais como banners.
• O Twitter concentra as preferências dos jovens, inclusive para o relacionamento com marcas e empresas.
• O Facebook é mais popular que o Orkut entre os jovens de 19 a 24 anos. Mas o Twitter ainda é a rede social mais popular em todas as faixas etárias.
• 30% dos jovens com mais de 19 anos associam positivamente uma marca a redes sociais, entre os mais jovens esse número é de 23%. Desses, as marcas mais citadas são: Coca-Cola e Apple.
• Quando perguntado sobre a última marca que viram, nenhuma empresa teve grande destaque, mas 80% deles lembraram de algum nome. Entre os mais jovens a Nike possui 9% das citações, e entre os mais velhos citam a Nike e Netshoes com 7%.
• Os usuários costumam utilizar as redes sociais para fazer pesquisas antes de comprar algum produto ou serviço, mas a maioria nunca comprou motivada por propaganda nas redes.
O NJovem está aberto a novas sugestões de sondagens, através do e-mail njovem@abril.com.br

sábado, 9 de julho de 2011

Redes formidáveis

O governo da Islândia está aproveitando as redes sociais de internet para uma função inusitada: a escrita da nova Constituição do país, em substituição à atual, de 1944. O conceito, no jargão da web, é o de "crowdsourcing", ou seja, realização de projetos com ajuda maciça de usuários da internet. No caso da Islândia, isso foi facilitado pelo fato de o país, no norte da Europa, ter população pequena (311 mil habitantes), altos níveis educacionais e praticamente 100% de acesso à internet. As reuniões da Assembleia Constituinte são transmitidas on-line, e os cidadãos dão opinião nas redes sociais (sobretudo Facebook) a respeito da nova Carta. O resultado dessa colaboração civil será um rascunho entregue em 29 de julho para votação no Parlamento. exemplo formidável!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Redes sociais a serviço dos 15 minutos (ou mais) de fama

REPRODUZINDO...







*Por Elizangela Grigoletti





Três dias, 350 mil visualizações. Uma semana, um milhão e meio de acessos. Duas semanas, e quase 5 milhões de views. Esses são os números do clipe “Oração”, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, que teve uma repercussão impressionante nas redes sociais nas últimas semanas, e levaram o então desconhecido grupo curitibano aos principais veículos de comunicação do Brasil – entre eles, o Fantástico, O Globo, Folha de São Paulo – e do mundo, já que a música foi assunto de blog do The Washington Post e do jornal italiano Spettacolli. Outro dado importante é que em apenas uma semana, a banda já tinha sido citada mais de 10 mil vezes na internet, segundo busca no Google, e sua página no Facebook pulou de 500 para 25 mil fãs. Três semanas depois, são mais de 40 mil fãs, shows marcados em todo o Brasil e propostas de gravadoras recusadas pelo grupo, que decidiu gravar seu primeiro CD de forma colaborativa, pelo site Catarse. A banda curitibana que ganhou o mundo é mais uma prova do poder de disseminação das redes sociais e da facilidade de qualquer pessoa se tornar celebridade na web, de forma rápida e avassaladora. A instantaneidade com que algumas pessoas fazem sucesso é espantosa, algumas desaparecem da mídia na mesma velocidade com que apareceram, porém outras permanecem, como é o caso da ex-estudante de Turismo Geisy Arruda, que foi vaiada por colegas de faculdade por usar um vestido curto. A situação trouxe fama não apenas na web, já que depois do incidente ela passou a fazer aparições em diferentes mídias. É o cumprimento do que Andy Warhol disse certa vez, ao afirmar que um dia todos teriam seus 15 minutos de fama. Não apenas em vídeos ou musicais, mas de qualquer outro contexto exposto na web, inclusive de trivialidades – tudo pode se transformar, em poucos instantes, no novo hit da internet. A grande conexão da web é justamente possibilitar essa busca por outros caminhos e diferentes pontos de vista, ou ainda, mostrar velhos hábitos por novos prismas, principalmente o de positividade, que apresenta a beleza da vida, mesmo em seu cotidiano de maior simplicidade. Essa despretensão com que se compartilha o que cada um encontra de mais tocante nas redes e considera válido de ser dividido, seja um espetáculo famoso ou simplesmente um desconhecido fazendo algo bacana, é a mágica e o segredo dos canais sociais. Fenômenos que nasceram nas redes como PC Siqueira ou Felipe Neto, continuam vivos na web e agora, também em outras mídias, graças à repercussão e fãs conquistados no ambiente online, agregando a cada dia novos vídeos, mais views e, consequentemente, milhares de comentários dentro e fora das redes. É um ciclo contínuo de notabilidade que gira na mesma velocidade da internet, integrando ao universo real todo o contingente virtual. Ainda que muitos defendam que a fama é geralmente momentânea, é importante lembrar que a internet possui um espólio gigantesco de arquivos que podem durar enquanto a rede existir, o que pode representar um perigo, pois muitos dos vídeos famosos, também são de crianças. Pais que compartilham momentos especiais e engraçados de seus filhos, que repercutem de uma forma inesperada. É o caso da menina Isabela, de dois anos, uma celebridade instantânea da web, com diversos vídeos postados no canal do YouTube, concentrando no mais popular deles, “não feche a porta”, quase 10 milhões de acessos. Muitas pessoas se perguntam: como isso acontece? Por quê? O que leva um fato a se tornar mais popular do que outro nas redes? Essa resposta, muitos gostariam de ter, mas um fator é certo: para cair nas “graças” das redes é preciso inovar, encantar e, ao que tudo indica, não ter esse “q” de pretensão.


* Elizangela Grigoletti, jornalista, é gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência

terça-feira, 31 de maio de 2011

Social Media Brasil



Na sexta e no sábado, dias 3 e 4 de junho, será realizado, em São Paulo, o Social Media Brasil 2011, evento que reunirá os mais importantes pensadores, estrategistas e entusiastas das redes sociais mundiais. O evento acontece no Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e recebe nomes como Gil Giardelli, Marcelo Salgado, José Porto, Marcelo Páscoa e Marcelo Coutinho. Além deles, estará o curitibano Sandro Rodrigues, gerente de marketing do Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br), uma das principais escolas de idiomas e profissões da América Latina. A programação completa e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.mediaeducation.com.br/socialmediabrasil. Mais informações pelo telefone (11) 3602-2579.